Cabeceira/PI,  18 de novembro de 2019
 

29 de setembro de 2017 Informações da Postagem: Por Apolo Araújo Imprimir Postagem

IBGE mostra queda na produção de pó de carnaúba no Piauí

Pó da carnaúba passou por queda no levantamento divulgado pelo IBGE, mas receita teve crescimento no ano passado.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (28) os resultados da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS). Os dados são referentes ao ano passado e quantidade produzida e valor arrecadado na produção de cada produto. Principal item da pauta do extrativismo no Piauí, o pó da carnaúba, passou por queda na quantidade produzida, mesmo com o aumento da receita.
O pó tem a produção concentrada nos estados do Piauí, Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte. “A produção tem caído muito na série história entre 2007 e 2016. A produção de 13 milhões de toneladas para 9 milhões. Houve uma queda na produção”, afirmou o Supervisor de Documentação e Disseminação de Informações, Eyder Silva. Em 10 anos houve uma queda de 12,58% na produção total da região nordeste. De acordo com o levantamento o Piauí apresentou uma queda na produção da ordem de 25,27%.
Eyder Silva destacou que houve um aumento expressivo da receita total obtida pela venda do pó cerífero da carnaúba. “Houve uma elevação da receita arrecadada apesar da queda da produção. A tonelada da carnaúba aumentou quase 200% em 10 anos, muito acima da inflação”, ressaltou o supervisor do IBGE. No ano passado a receita arrecadada foi de R$ 102 milhões aproximadamente. Cada tonelada de pó de carnaúba custou em média no ano passado R$ 10.229,28. O valor representa um aumento de 195,14% para uma inflação de 74,82% no período.
O supervisor pontuou ainda que o Piauí teve ainda uma queda na participação entre os estados produtores. “O Piauí tinha uma participação de 59% na produção do Brasil e caiu para 50%. É um resultado bom que poderia ter sido bem melhor. A seca foi muito forte também no ano de 2016. O aumento de receita deve ter sido pela demanda do mercado e a oferta menor”, finalizou.

FONTE: G1 PI/ Edição: Visão Piauí


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