Cabeceira/PI,  21 de setembro de 2019
 

12 de julho de 2019 Informações da Postagem: Por Apolo Araújo Imprimir Postagem

Pernambuco proíbe entrada de porcos do Piauí após peste suína clássica

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmou um foco de Peste Suína Clássica no 1º município do Piauí diagnosticado com a doença, Lagoa do Piauí, que fica a 43 km da capital Teresina.

A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) emitiu um alerta a produtores de suíno devido a focos de peste suína clássica no Piauí. Segundo a agência, a fiscalização de trânsito de animais na divisa dos dois estados será intensificada, principalmente nas cidades de Afrânio e Marcolândia, com proibição à entrada desses animais.

Ainda no mês de abril, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmou um foco de Peste Suína Clássica no município de Lagoa do Piauí, que fica a 43 km da capital Teresina. A doença foi confirmada em uma propriedade que tinha 13 animais, dos quais sete morreram e os demais apresentavam sintomas da doença.

Segundo a Adagro, o foco no Piauí é preocupante, pois já é o segundo estado no Nordeste a apresentar a doença. O primeiro foi o Ceará, que registrou 44 focos. Todos os animais com suspeita da doença já foram sacrificados como medida preventiva para que a doença não se espalhe.

“Pernambuco não tem registro da doença, mas fazemos divisa com o Ceará e o Piauí e é preciso ficar atento, principalmente ao comércio desses animais em feiras de gado e aos criatórios de fundo de quintal ou animais soltos na rua” alertou o Diretor de Defesa e Inspeção Animal, Fernando Góes. A proibição do trânsito com os dois estados será mantida por tempo indeterminado. Pernambuco não recebe porcos do Ceará desde outubro do último ano.

A peste suína clássica é uma doença viral contagiosa, com mortalidade elevada, que afeta suínos domésticos e selvagens. Não oferece riscos à saúde humana e nem afeta outras espécies. Os principais sintomas da doença são: lesões hemorrágicas (manchas avermelhadas) na pele e extremidades (membros, orelhas, focinho e cauda), febre alta, constipação intestinal seguida de diarreia, vômito, sinais nervosos (tremores nas patas), conjuntivite, problemas reprodutivos (aborto, natimorto e repetição de cio), falta de apetite e fraqueza.

O produtor pernambucano deve ficar atento e qualquer suspeita deve ser comunicada na Adagro mais próxima. Pernambuco tem mais de 730 mil suínos cadastrados.

Com informações da assessoria


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